Velha e Nova
A VINHA

A VINHA VELHA

Uma vinha velha plantada entre 1920 e 1945, tratada sem o uso de qualquer herbicida ou pesticida artificiais, a Quinta de Macedos situa-se entre as videiras do Vale do RIO TORTO na região do DOURO, no norte de Portugal.

“Macedos” tem sido intimamente associada à história vitícola e às tradições do Vale do Douro. A sua produção foi, por muitos anos, vendida à grande casas de Port Wine Shippers. Contudo, desde 2000 que a Quinta tem procurado novos rumos e foco através da criação de quantidades limitadas de fino vinho de mesa tinto encorpado e concentrado.

Em Macedos, aproximadamente 40,000 videiras antigas prosperam no seu ambiente natural com o mínimo de interferência artificial. Todas as videiras são cultivadas organicamente, portanto não são utilizados fertilizantes artificiais. Ao invés, a matéria orgânica é devolvida à terra a cada 4 anos lavrando entre as fileiras [bardos] com cavalo e arado.

A construção de uma Nova Sala de Degustação, que agora consiste numa Casa principal, uma Adega e uma Sala de Degustação, ficou completa em 2002. Todo o vinho Macedos é feito na Adega exclusivamente com uvas da Quinta. Mantendo tradições de longa data, o fruto é vindimado à mão, pisado nos nossos lagares de granito restaurados e fermentado naturalmente. O vinho é depois envelhecido em pequenos barris de Carvalho Francês Novo antes do engarrafamento e lançamento.

A vinha tem uma variedade ou “terroirs” voltados a norte, oeste e este, o que dá à vinha um perfil de maturação complexo. Quanto à elevação, varia entre os 200m e os 100m. Com tal variedade de aspetos, a vinha está dividida em secções, cada uma delimitada de modo a alcançar um perfil de maturação mais ou menos uniforme, com o objetivo de permitir que a vindima seja feita e vinificada em pequenos lotes. Isto, por outro lado, permite maior controlo do processo da fermentação e maior flexibilidade nas misturas finais. O trabalho de campo sazonal é feito à mão, por um pequeno grupo de trabalhadores experientes que regressam todos os anos para cuidar das nossas videiras.

O que torna o vinho tão fascinante é a capacidade para expressar as suas origens e criação únicas – “terroir numa garrafa”. A qualidade de cada vindima sucessiva começa, em grande parte, com o cuidado e atenção sazonais dados às videiras.

A VINHA NOVA

A Quinta já tinha uma Adega estabelecida e uma casa principal e dependências, mas era necessária uma considerável renovação antes que se pudesse tornar “operacional”. Os trabalhos de renovação começaram quase imediatamente na Adega.

Com o cuidado de preservar a espessura original de 61cm das paredes de pedra, a estrutura foi reforçada e o telhado reparado com isolamento de cavidade dupla. O interior foi também completamente remodelado e foram instalados uma prensa hidráulica vertical “Titan” e um sistema de refrigeração a água que liga todos os lagares, bem como cubas de armazenamento em aço inoxidável.

As características únicas das videiras velhas de baixo rendimento e a mistura tradicional das castas indígenas do Douro têm sido mantidas. As várias secções das vinhas foram enxertadas entre 1920 e 1945 e são ainda cultivadas nos socalcos de pedra originais das íngremes encostas xistosas, moldadas à mão. As videiras são amarradas baixas – estilo Gobolet – e podadas de modo a ficarem com 2 varas. Ao mesmo tempo, também houve replantação em áreas onde a produção cessou ou a videira morreu.

O regresso anual dos nossos trabalhadores experientes para cuidar das nossas videiras é vital na manutenção de um elevado nível de trabalho vitícola nas nossas videiras mais antigas. Normalmente, verificamos a rebentação em meados de março e o amadurecimento/mudança de cor no fim de maio / início de junho. A vindima é normalmente no início de setembro.

O objetivo é que a vindima aconteça quando o fruto atinge a maturação ideal. Todas as nossas uvas são vindimadas à mão para pequenas caixas (25Kgs) ventiladas e levadas para a adega para ser feita uma seleção antes de as pisar.

Em 2002, a construção da Nova Sala de Degustação foi concluída e irá agora alojar todo o vinho durante a maturação e o envelhecimento. A remodelação da casa foi abordada de forma a respeitar o original, preservando as paredes grossas e o aspeto exterior, ao mesmo tempo reconstruindo e modernizando o interior. Podemos agora receber os que procuram disfrutar da experiência do Douro.